Festa da Boa Morte movimenta fiéis Recôncavo da Bahia

Foto: Foto: Wuiga Rubini

Festa da Boa Morte movimenta fiéis Recôncavo da Bahia
A tradicional Festa da Boa Morte, que recebeu título de patrimônio imaterial do Brasil, voltou a movimentar fiéis na cidade de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia. A celebração, que reúne aspectos de religiões de matriz africana e tradições da Igreja Católica.

A celebração religiosa começou na última quinta-feira (13/08) e segue até segunda-feira (17/08). No sábado (15/08), as ruas da cidade foram tomadas por religiosos, fiéis, fanfarras e turistas.
O evento é organizado pela Irmandade da Boa Morte, grupo histórico formado por mulheres negras com mais de 40 anos. A tradição é mantida pela irmandade há mais de 200 anos.

Além de ser uma das maiores demonstrações religiosas da Bahia, a Festa da Boa Morte representa a resistência das mulheres negras que lutaram pela liberdade durante a escravidão.
Não há uma data precisa sobre o surgimento da irmandade. Pesquisadores apontam que os primeiros sinais do grupo são de 1810, em Salvador, a partir de mulheres escravizadas oriundas de países africanos.

O grupo, que atuava para alforriar escravos, foi extinto por perseguições, que fizeram com que algumas irmãs fossem para Cachoeira, cidade que, na época, tinha uma economia que crescia. Em 1840, elas retomaram a irmandade no Recôncavo.
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