O futuro do trabalho e a incerteza do presente

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O futuro do trabalho e a incerteza do presente
Desde a Revolução Industrial, a tensão entre homem e máquina permeia o mundo do trabalho. No início do século 19, por exemplo, trabalhadores ingleses do ramo têxtil passaram a sabotar e destruir as máquinas que seriam usadas para os substituir, movimento que depois veio a ser chamado de Ludismo, e é hoje visto, muitas vezes, como ingênuo ou mesmo inócuo. Até hoje, na maior parte das vezes, prevalece a ideia de que nada pode parar o progresso e o que resta aos trabalhadores é se atualizar: aprender a operar as máquinas e assim sobreviver.O mesmo ocorre agora com a disseminação da Inteligência Artificial (IA) no mundo do trabalho. Os modelos de inteligência artificial não apenas realizam tarefas, mas já mediam processos seletivos, avaliam desempenho de trabalhadores e convocam para um futuro em que sequer exista o trabalhador que opera as máquinas. Se esse futuro é realista ou não, pouco se sabe, mas é fato que cada vez mais empresas investem e obrigam seus funcionários a operar essas tecnologias.
Para conversar sobre a incerteza sobre o futuro do trabalho e os significados práticos e simbólicos deste momento crucial, o Pauta Pública recebeu a socióloga e psicanalista Marta Bergamin, coordenadora do curso de pós-graduação em Sociopsicologia e professora da Fesp (Fundação Escola de Sociologia e Política).
Leia os principais pontos e ouça o podcast completo abaixo.
Categoria: Matérias
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