"Além de sexualidade ser fluida, muitas lésbicas também passam pela heterossexualidade compulsória. Eu mesma passei por isso (...)". A declaração, que gerou grande repercussão na internet, é da cantora e produtora Camilly Victória, filha do cantor Xanddy e da dançarina Carla Perez.
Camilly respondia perguntas anônimas no Instagram, na última quarta-feira (15), quando fez uma longa reflexão sobre sexualidade e aceitação. Em meio a isso, ela destacou a "heterossexualidade compulsória" como a pressão social para que mulheres se relacionem com homens.
Embora tenha gerado curiosidade, o termo não surgiu agora. A psicóloga Naira Bonfim, mestre em Estudos de Gênero, explica que o conceito foi apresentado pela escritora estadunidense Adrienne Rich, com tradução para o Brasil nos anos 2010.
A ideia é problematizar a forma como a sociedade trata as relações que não seguem o padrão "homem e mulher". Nesse sentido, a existência lésbica desafia as convenções.
"Quando a gente fala sobre heterossexualidade compulsória, a gente parte de uma ideia de que, na nossa sociedade, a gente organiza os nossos discursos, através de instituições, através da cultura, através de leis... para que a heterossexualidade seja vista como o que é normal, hegemônico",
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