Parlamentar alvo da operação contra suspeita de desvios de emendas foi eleito pela 1ª vez em 2010

Parlamentar alvo da operação contra suspeita de desvios de emendas foi eleito pela 1ª vez em 2010
O deputado federal Felix Mendonça Jr. (PDT), principal alvo da nova fase da Operação Overclean, divulgada nesta terça-feira (13), tem 62 anos e está no quarto mandado. De acordo com a Polícia Federal, a ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, além de corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira. As buscas são feitas em Brasília (DF) e nas cidades de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz, localizadas na Bahia.
Em Salvador, o mandado de busca e apreensão é cumprido no edifício Mansão Windberger, localizado no Corredor da Vitória, bairro com um dos metros quadrados mais caros da capital baiana.

O prédio luxuoso tem vista para a Baía de Todos-os-Santos, píer com acesso ao mar, ancoradouro para barcos e teleférico. Os apartamentos podem ter até 993 m² e custar mais de R$ 55 milhões. No prédio, moram celebridades como o cantor Bell Marque e o jogador de futebol do Bahia Everton Ribeiro.
Felix Mendonça Jr. nasceu em Itabuna, no sul da Bahia, e é filho do ex-deputado federal Félix Mendonça, que morreu de Covid-19 em 2020, aos 92 anos, em Salvador.
Felix Mendonça Jr. foi eleito pela primeira vez como deputado federal foi em 2010 e, desde então, ocupa o cargo.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Felix declarou R$ 3 milhões em bens nas últimas eleições, em 2022. Entre os bens, estão uma casa na Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, avaliada em R$ 660 mil e uma embarcação avaliada em R$ 200 mil.
A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro de 2024, quando 59 mandados judiciais foram cumpridos e 16 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e Goiás.

O esquema funcionava da seguinte forma: recursos públicos de emendas parlamentares eram direcionados para licitações. Servidores públicos facilitavam a vitória de empresas que, ao executar os serviços contratados, superfaturavam os contratos e, desta forma, aconteciam os desvios do dinheiro.
Na nova fase, o Superior Tribunal Federal determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. O objetivo é interromper a movimentação de valores de origem ilícita.

Os investigados poderão responder pelos crimes de:

organização criminosa

corrupção ativa e passiva

peculato,

fraude em licitações e contratos administrativos,

além de lavagem de dinheiro.
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