O SUS vai implementar, a partir deste mês, um serviço nacional de teleatendimento em saúde mental voltado a mulheres em situação de violência, com início em Recife e no Rio de Janeiro e ampliação gradual até junho de 2026. A medida integra ações do Mês das Mulheres e o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio.
Segundo o Governo Federal, o teleatendimento foi anunciado como uma iniciativa inédita para acolher, ouvir e cuidar da saúde mental das mulheres, com atendimento psicológico remoto articulado à rede presencial do SUS e a outras políticas públicas de proteção e prevenção da violência. O pacote de cuidados também prevê serviços complementares, como reconstrução dentária para vítimas de agressão e atendimento humanizado.
“É dever do Estado proteger, cuidar e fortalecer as mulheres. Sabemos como a sobrecarga de trabalho e a violência de gênero comprometem fortemente a saúde mental das mulheres. Agora, com esse atendimento oferecido pelo SUS, elas serão acolhidas e ouvidas, estejam onde estiverem”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a saúde integral das mulheres é a prioridade do Governo do Brasil. “Nós queremos que o SUS seja um dos lugares mais acolhedores para uma mulher em situação de qualquer tipo de violência”, destacou.
De acordo com o Governo Federal, Recife e Rio de Janeiro serão as primeiras capitais a ofertar o atendimento on-line em saúde mental, com expansão gradativa. Em maio, o serviço deverá chegar às cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, a todo o país. A expectativa é realizar cerca de 4,7 milhões de atendimentos psicológicos por ano, em parceria com instituições de apoio à gestão do SUS.
O acesso ao atendimento on-line poderá ocorrer por encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de serviços da rede de proteção, ou diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, que contará com um mini aplicativo direcionado ao serviço. Após cadastro e avaliação inicial sobre a situação de violência, a mulher receberá data e horário para o teleatendimento.
A primeira consulta será destinada a identificar riscos, necessidades e rede de apoio, com integração do acompanhamento psicológico aos demais serviços de saúde e assistência. A proposta, segundo o Governo Federal, busca ampliar o cuidado integral, combinando atendimento remoto, acompanhamento presencial e ações de proteção e prevenção da violência.
Nos dias 21 e 22 de março, está previsto um mutirão de Saúde da Mulher do SUS com foco em exames e cirurgias, mobilizando redes pública e privada. Na ação do Agora Tem Especialistas, pacientes do SUS que aguardam atendimento especializado serão chamadas conforme a regulação local para realizar procedimentos, incluindo os ginecológicos, além de cirurgias oftalmológicas, cardíacas, gerais e oncológicas.
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